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Saúde: Projeto Eternamente Moços do UniToledo proporciona qualidade de vida aos participantes

Pablo Felipe

Com o objetivo de proporcionar vivência prática aos acadêmicos e ao mesmo tempo promover a saúde do idoso. O “Eternamente Moços” é desenvolvido pelo curso de Educação Física com participação da Clínica de Fisioterapia, Laboratório de Análises Clínicas e Clínica de Nutrição. Elaborado há mais de dois anos, o projeto atende idosos acima de 60 anos, beneficiários do plano de saúde em pareceria com o hospital Unimed Araçatuba.

O aluno Matheus Pazian Lopes do 8º semestre do curso de Educação Física Bacharel, estagiário no projeto, explica que devido ao envelhecimento, ocorre o processo de degeneração de grande parte dos tecidos incluindo o muscular e ósseo. Ao passar do tempo esse desgaste pode tornar em patologias como: sarcopenia e osteoporose.

“Os exercícios ajudam no fortalecimento muscular, reduzindo os efeitos do envelhecimento, assim, tornando-os mais independentes na realização de suas atividades do dia-a-dia, além da redução do risco de quedas e de doenças por diversos fatores”. Relata Lopes.

O acadêmico ainda revela que os idosos, na maioria dos casos, requerem mais atenção, pois alguns já possuem desgastes em algumas articulações e é necessário um olhar clínico rigoroso. “É um publico carente, tem que ser atencioso, carinhoso e paciente”.

QUALIDADE DE VIDA

Participante do projeto desde o ano de 2017, Donozor Castilho de 82 anos, conta que sempre trabalhou no campo e nunca havia feito nenhuma atividade física. Ele frequenta as aulas quatro vezes por semana e revela a melhora em sua qualidade de vida. “Da turma sou o mais velho e faço muita caminhada, reforço os músculos”.

Aposentado e viúvo, Castilho diz que, além dos benecificios proporcionados pelo trabalho do “Eternamente Moços”, participar do projeto mudou seu cotidiano. “Aqui fiz muitos amigos e isso me ajudou a superar muitos problemas pessoais”.

Aparecida Costa de Oliveira, 64 anos, além das atividades físicas está passando pela Clínica de Nutrição. Ela que já teve um infarto, revela que as atividades a ajudaram muito. “Consegui emagrecer bastante conciliando a alimentação balanceada com as atividades, hoje respiro e durmo melhor desde as práticas das caminhadas”.

DEDICAÇÃO

Sem faltar nenhum dia às aulas, a aposentada Denilza Conceição Garcia de 75 anos, que já teve por um  AVC (Acidente Vascular Cerebral) passou a entender melhor a importância da boa alimentação e nota sua melhora diariamente. “O projeto tem sido muito bom, sinto mais firmeza nas pernas, é uma mudança radical, não só no corpo, mas também na mente”.

A estagiária no projeto, Milena Xavier, do 8° semestre de Educação Física Bacharel, conta que os alunos são dedicados e esforçados. A acadêmica acredita que essa experiência acrescentará muito em sua formação. “Saber que as atividades físicas têm contribuído na qualidade de vida deles é muito gratificante”, finaliza.

Edição: André Ferreira