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Músico e colaborador do setor de tecnologia do UniToledo lança primeiro álbum autoral

Vitória Frederico

Além de ser responsável pelo desenvolvimento e manutenção do Portal Educacional e outros sistemas usados internamente no UniToledo, Iran Marcius mantém projetos como músico. Ele acrescentou uma nova realização na trajetória artística, paralela ao trabalho como analista de sistemas e desenvolvedor Java sênior na instituição. Marcius está lançando o primeiro álbum, com o título “From Anywhere”. O CD traz composições autorais no estilo pop rock.

O músico que tem a guitarra como seu principal instrumento e que participou de diferentes bandas, como Swing Snake Blues e Solene Black comenta a carreira e o novo trabalho em entrevista ao UniToledo. Confira:

Como e quando sua carreira musical começou?
Eu toco meu instrumento desde os 13 anos de idade, mas tocar pra valer mesmo para o público, começou por volta dos 23 e daí pra frente não parei mais. Meus projetos mais sólidos hoje são as bandas Swing Snake Blues e Solene Black. Fora isso, pretendo montar daqui pouco tempo um outro grupo para poder apresentar as músicas autorais e outras que tenho vontade de tocar.

Como foi a trajetória até aqui?
A música sempre foi uma parte muito grande e importante da minha vida. Sempre me interessei pelos instrumentos musicais e acabei aprendendo a tocar, além da guitarra, que é meu instrumento principal, bateria e contrabaixo. Já toquei com algumas bandas e artistas locais, principalmente como guitarrista, mas também já participei de algumas bandas com os outros instrumentos. Toquei contrabaixo em um grupo de música instrumental chamado “Tuba Trio”, aos 17 anos; toquei MPB com a Talita Rustichelli e participei de várias bandas de rock. Fora o trabalho com as bandas, também já criei jingles comerciais, trilhas para teatro e produzi algumas músicas de bandas locais fazendo gravação, arranjos, mixagem e masterização.

Como foi a experiência da produção do CD?
O álbum é um projeto pessoal que eu me propus há muitos anos. Desde o começo nunca tive outra pretensão que não fosse finalizá-lo e apresentar às pessoas. O que vem depois disso não depende só de mim. O álbum sim. Foram cinco anos entre composição, estudos de produção e gravação. Muitas vezes foi frustrante e cansativo, mas por fim muito gratificante. Cheguei a pensar em parar algumas vezes, mas eu não conseguiria conviver com o fracasso pessoal depois. Sempre compus muito, mas eu não tinha condições de dar vazão a essas ideias. Com o avanço tecnológico da produção de áudio e as facilidades que passaram a existir eu consegui concretizar o projeto e não pretendo parar somente nele.

Sobre o que falam as músicas?
São letras de cunho sentimental. Algumas sobre relacionamentos turbulentos, dramas pessoais, outras são devaneios sobre a condição humana ou sobre a minha própria condição. Nem todas são relacionadas à minha própria história, mas todas são histórias com as quais qualquer um se identificaria. Não tem nada de muito “chocante” ou novo. É só música pra consumo mesmo. Meu objetivo é que as pessoas tenham uma boa experiência ouvindo essas músicas, que elas tragam alguma sensação boa.

Quais suas inspirações?
Tenho influências e inspirações de todos os lados (o título do álbum é uma alusão a isso, “From anywhere”, ou “de qualquer lugar”), mas as principais são o rock, o blues e o pop. Apesar de diferentes, as músicas remetem um pouco ao trabalho feito nos primeiros álbuns do John Mayer, que é um artista que eu consumi muito por um tempo. Gosto muito dessa estética musical. Mas ali eu percebo algumas influências das harmonias do Lenine em uma música, uma pegada country/folk em outra. O fato é que quando compus não me preocupei com nada disso. Meu controle de qualidade foi a constante pergunta: “se você ouvisse essa música no rádio gostaria dela?”. Se a resposta fosse sim, eu finalizava a composição e ela estava incluída no álbum.

Com o que você trabalha no UniToledo? Como você concilia essas duas carreiras?
Trabalho no Pólo Computacional como analista de sistemas e desenvolvedor Java sênior. Sou responsável pelo desenvolvimento e manutenção do Portal Educacional e outros produtos e sistemas usados internamente sob a supervisão do Ronnie Santos. Não é difícil conciliar as duas atividades se você tiver bem definido o papel que cada uma delas tem na sua vida. A música é importante, mas não pode atrapalhar a profissão. Tendo isso bem definido isso tudo caminha bem e eu extraio o melhor dos dois mundos.