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Ex-aluno de Jornalismo do UniToledo acumula prêmios e experiências internacionais, como cobertura da Champions League

Mariana Páscua

Desde antes de concluir o curso de Jornalismo no UniToledo, o ex-aluno Caio Carvalho, hoje com 28 anos, acumula conquistas e prêmios. Graduado em 2013, ele tem trajetória posterior à formatura marcada por experiências internacionais. O egresso atualmente é editor do departamento de televisão da agência internacional de notícias EFE, em São Paulo, por meio da qual já cobriu jogos da Champions League.

Em seu período como estudante na instituição, Carvalho foi vencedor do prêmio SIP Jovem Universitário, concedido pela Sociedade Interamericana de Imprensa. Ele ganhou também o Prêmio Tetra Pak de Jornalismo Ambiental com o qual pôde visitar a Dinamarca e a Suécia. Além disso, o egresso foi finalista do Prêmio Santander Jovem Jornalista.

Conforme Carvalho, os professores do curso tiveram papel fundamental em suas conquistas acadêmicas. “Estudar jornalismo no UniToledo foi uma grande experiência. Desde o primeiro semestre, os professores sempre me incentivaram a buscar oportunidades de estágio e a participar de cursos e congressos para complementar a formação. Acredito que eles tiveram um papel fundamental me mostrando novos caminhos que ajudaram a ampliar meus horizontes profissionais.”

HISTÓRICO
Carvalho deu os primeiros passos na profissão ainda jovem. Com apenas 12 anos possuía seu próprio jornal na cidade de Lins-SP, o “Diário Informativo”. Ele comenta que o periódico circulou durante quatro anos. “No começo, era uma publicação quinzenal e logo passou a semanal. No jornal, eu acompanhava os principais fatos da cidade, realizava a diagramação e a entrega dos exemplares. Essa experiência me abriu as portas para o rádio, onde comecei a participar da produção do noticiário de uma emissora de Lins, com 15 anos”, relata.

Ele também realizou estágio na assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Lins, atuou em uma revista regional focada em negócios além de jornais e rádios de Lins e Araçatuba. Em 2014, após concluir a graduação, Carvalho foi selecionado para o Curso Estado de Jornalismo, realizado pelo jornal “O Estado de São Paulo” e reconhecido pela Universidade de Navarra, na Espanha. “Essa foi uma grande experiência, pois pude publicar várias matérias no jornal, e tive um grande aprendizado com as aulas e palestras”, comenta.

“Em 2015, Carvalgo foi contratado pela EFE após cursar um Máster em Jornalismo de Agência na Universidade Rey Juan Carlos, em Madri, com uma bolsa da Fundação Carolina, mantida pelo governo espanhol. Nesse período, o egresso teve a oportunidade de estagiar durante seis meses na sede da EFE, considerada a quarta maior agência de notícias do mundo. “Foi uma grande experiência, pois pude cobrir grandes eventos, como sessões do parlamento espanhol e jogos da Champions League. Em janeiro de 2017, fui contratado como editor no departamento de televisão na sucursal da EFE em São Paulo.” Carvalho atua tanto na adaptação de reportagens para o português como na produção e edição de vídeos para a redação em espanhol.

OBJETIVO
Além disso, em 2017, o ex-aluno foi selecionado para uma bolsa de três meses da Fundação Heinz Kühn, da Alemanha, para um curso de aperfeiçoamento de alemão e estágio na redação brasileira da Deutsche Welle, emissora internacional do país, em Bonn. Carvalho sempre almejou experiências internacionais. Hoje, com o objetivo alcançado, ele afirma que os cursos de idiomas foram essenciais para o resultado obtido.

O período com estudante também apresentou desafios. Por morar em Lins, viajava todos os dias por uma hora até Araçatuba, o que ele considera ter sido a maior dificuldade. Bolsista integral pelo ProUni, o ex-aluno guarda boas recordações da graduação. “A participação em eventos, como a Secomt, e do estande da Unitoledo na Expô, assim como o último ano, quando nos dedicamos bastante ao TCC, são as principais lembranças que tenho do curso e, com certeza, o contato com os professores e as amizades que fiz durante a faculdade.”

Para os estudantes da área, o jornalista que segue se dedicando aos estudos de idiomas deixa sua orientação: “Há poucas agências de notícias no país. Eu acredito que, assim como em outras áreas do jornalismo atualmente, as redações estão bastante enxutas. Além disso, existe cada vez mais a exigência de um conhecimento multimídia, o que ajuda a abrir as portas nesse mercado.” O egresso aconselha também o investimento no estudo de outros idiomas, principalmente para quem deseja trabalhar em uma redação internacional. “Além, é claro, de fazer um acompanhamento constante do noticiário e da leitura de livros que permitam conhecer melhor o contexto sobre o qual se pretende cobrir”, finaliza.

Edição: Rafaela Tavares