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Alunos do 1º semestre dos cursos de Administração e Ciências Contábeis criam aplicativo para auxiliar o ensino de crianças autistas

André Ferreira

Já no 1º semestre os acadêmicos do UniToledo têm a oportunidade de desenvolver trabalhos de cunho social. Agregando os valores inovação, qualidade, humanização e sustentabilidade, os alunos dos cursos de Administração e Ciências Contábeis elaboraram aplicativo para auxiliar o ensino de crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista.

O trabalho proposto pela disciplina de “PBL – Gestão de Projetos de Ordem Social” ministrada pelo professor Rodrigo Ferrareze teve como objetivo geral ser peça fundamental no auxílio ao processo evolutivo de aprendizagem de crianças autistas, buscando a melhoria da comunicação verbal, o desenvolvimento intelectual, a interação social e o aspecto visual por meio de jogos lúdicos que incitem a memorização com a ajuda do aplicativo.

Segundo o professor, o projeto buscou analisar situações reais de um comportamento ativo proporcionando a produção e consolidação de conhecimentos sobre a responsabilidade social, problemas de ordem social e desafios organizacionais. “O aprendizado foi centrado no aluno, que saiu do papel de receptor passivo, para o de agente e principal responsável pelo seu aprendizado ao reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir transformações sociais, atuar preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos”, explicou.

PROJETO

O projeto foi criado em parceria com o instituto AMA (Associação de Amigos do Autista) com os alunos Amanda Serrano, Amanda Takenaka, Denise de Paiva, Eduardo Larrea, Gabriel Rodrigues, Gustavo Souza, Izabella Amaral, Léslin Tomaz, Murilo Sanchez e Rian Victor.

O aluno Gustavo Souza conta que a ideia surgiu no primeiro encontro do grupo, foram em busca do conhecimento sobre o que é o autismo e como poderiam chegar a um objetivo válido que pudesse fazer diferença aqueles que seriam favorecidos. “Realizarmos visitas à instituição AMA (Associação de Amigos do Autista) foi algo que enriqueceu nosso trabalho e nos ajudou a conhecer melhor o que é o autismo e qual eram as dificuldades dos alunos, assim conseguimos mais elementos para compor o aplicativo”.

Gustavo entende que o trabalho foi algo desafiador, e ajudou a ter um olhar criterioso, de delegação e controle das coisas ao redor, de saber como é administrar um projeto e desenvolver ele em equipe, além de contribuir para a vida pessoal.

“A forma de ver um mundo melhor, de sentir e ter ciência de que uma ajuda sincera ao próximo é capaz de deixá-lo com uma felicidade inexplicável, sair da visita sabendo que as crianças gostaram e ver seus sorrisos foi algo marcante. Em nossas visitas, todos nós saímos emocionados com as crianças e adolescentes do AMA, foi algo que estará marcado para sempre!”, finalizou Gustavo.

AMA

Para a Diretora do Instituto AMA (Associação de Amigos do Autista), Sidney Freitas, o aplicativo ajuda principalmente as crianças mais comprometidas no quesito atenção e concentração. Segundo a diretora, essa parceria valeu muito a pena, pois muita gente não sabia que existia o AMA, o tratamento para autista em Araçatuba com essa magnitude.

“Quando vocês chegaram até nós, não tinham noção, vocês não conheciam o autismo, e chegaram com uma ideia totalmente diferente com a de hoje. Para nós é muito importante,  vocês conhecerem eles, saberem que são capazes e perceberem que eles gostam do contato com as pessoas. Essa é a questão social que deve ser levado a diante”, declarou Sidney.

“Vocês acrescentaram muito para a aprendizagem das crianças da instituição”.